
Cláudio Leyria
O filme “Os Vingadores”, que estreia na noite desta quinta-feira em caráter de avant-premiere e explode sexta-feira nos cinemas de todo o Brasil (uma semana antes dos Estados Unidos), cumpre uma promessa feita há cinco anos, quando se preparava o primeiro filme do Homem de Ferro, lançado em 2008.
A produção é a versão para tela grande de um gibi lançado em 1963 por Stan Lee e o desenhista Jack Kirby. O título Os Vingadores une heróis Marvel que já existiam em seus respectivos gibis, para fazer frente à Liga da Justiça, da rival DC.
Para se chegar a este novo filme, uma produção anabolizada de US$ 220 milhões repleto de ícones da Marvel, foi preciso fazer dois filmes do Homem de Ferro, um Hulk, um Thor e um Capitão América. Quem ficou com seus sentidos mais aguçados viu nestas produções informações que entrelaçavam os personagens, principalmente os diálogos sobre a “Iniciativa Vingadores”. No fim de Homem de Ferro 2, aparece até o martelo de Thor!

O diretor da Shield (Superintendência Humanitária para Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão), Nick Fury (Samuel L. Jackson) coordena um projeto de defesa que reúne super-heróis para combater males que as forças armadas não têm condições de vencer.
E é necessário que este projeto se consolide o mais rápido possível porque já apareceu uma ameaça que pode destruir o planeta. No caso, é um plano diabólico de Loki (Tom Hiddleston), meio-irmão invejoso de Thor. Loki navega entre dimensões e traz para a Terra um exército de seres que mais parecem demônios invencíveis.
Assim, temos esta equipe de personagens que nem tiveram tempo de se conhecer direito (parecendo até uma experiência tipo o programa Big Brother). Antes de se firmarem como uma equipe, há muito quebra-pau entre eles –uma guerra de egos. Além disso, é imperiosamente necessário que o Hulk se junte a eles. Aí as coisas se complicam, mas Fury vai garantir que isso aconteça e de maneira satisfatória.

“Eu tenho um Exército”, se vangloria Loki. “Nós temos o Hulk!”, rebate Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.
Se é difícil para o Capitão América (Chris Evans), supersoldado da Segunda Guerra que ficou congelado por 70 anos, se adaptar a um mundo moderno totalmente estranho para ele, mais difícil ainda é os heróis se comportarem a contento ao lado da sensual Viúva Negra (Scarlett Johansson).
Não se trata apenas de um filme com ícones da cultura pop. O elenco corresponde ao poder dos personagens, graças à direção de Joss Whedon, um homem que conhece a Marvel a fundo. Ele escreve gibis para a editora.
Em meio a explosões, transformações, megaveículos, combates no ar e nas ruas, além dos atores já citados, há Chris Hemsworth no papel de Thor. O Hulk é concebido em computação gráfica, mas o dr. Bruce Banner, é agora vivido por Mark Ruffalo.
E tem ainda Jeremy Renner (Gavião Arqueiro), Cobie Smulders (a agente Maria Hill), Stellan Skarsgard (o cientista Erik Selvig), Clark Gregg (o agente Coulson), e Gwyneth Paltrow (Peper Potts, namoradinha de Stark). E, sim, ele também está lá. Stan Lee dá o ar de sua graça. Ele disse que sua aparição é o melhor momento do filme. Eu acredito.
É muito esperado o confronto entre Hulk e Thor. E também entre Hulk e Loki. Muitas cenas já circularam na internet (de maneira oficial) e na TV. A Viúva Negra amarrada em uma cadeira e dando uma surra em um bando de brucutus exemplifica o pensamento de que estas amostras grátis já valem o ingresso.
Soma-se a tudo isso a disponibilidade de 3D e teremos uma experiência Marvel que nenhum gibi conseguiu trazer para nossas mentes.

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