Vingadores 2!

Cláudio Leyria

Com muita tranquilidade para ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão ainda nesta sexta-feira (se já não passou), O filme “Os Vingadores” já rendeu muito mais do que uma gorda bolada de dólares. Os executivos da Disney (que detêm os direitos da Marvel) já anunciaram “Os Vingadores 2″ para 2015.

Mas antes, os principais super-heróis da equipe terão suas sequências distribuídas entre 2013 e 2015. “Homem de Ferro 3″ será lançado em 3 de maio de 2013, “Thor 2″ virá em 15 de novembro de 2013, “Capitão América 2″ tem data prevista para ser lançado 4 de abril de 2014 e Hulk 2 está programado para 2015, já que em 2014 terá um novo seriado de TV e deverá ter participações nos filmes dos “colegas”.

No caso do Hulk, a sequência é considerada segundo filme, porque a Marvel conta a produção de 2008 como o primeiro. O filme do Gigante Verde lançado em 2003, com direção de Ang Lee, corre “por fora”.

O Homem-Formiga vem aí? Parece que sim

Fabrício Grellet fala sobre DC Comics

Cláudio Leyria

Curta o terceiro bate-papo entre Fabrício Grellet, que assina a coluna Cenário HQ, em O VALE, e eu. Fabrício explicou como está o universo DC hoje e como ficarão daqui pra frente personagens icônicos, como Superman, Mulher Maravilha e Batman. E conversamos também sobre o livro de luxo Avenida Paulista, do autor brasileiro Luiz Gê. Papo de alto nível.

 

Imagens do novo 007

Olha só que maneiro. Cenas do novo filme de James Bond, “Operação Skyfall”, na Turquia. O filme chega em novembro.

Um Homem de Sorte

Cláudio Leyria
Esta semana os cinemas têm poucas alternativas para quem já viu ou não quer ver Os Vingadores. Mas um destaque entre os títulos menores é o drama “Um Homem de Sorte”. Um ex-combatente do exército americano no Iraque volta para casa e resolve localizar a bela mulher de um colega de guerra, que ele conheceu através de uma foto.
Quando o soldado a localiza, ele consegue um trabalho nos arredores e aos poucos um romance vai se estabelecendo. Porém, tudo pode mudar quando ele revelar o que o levou até ela. Com uma fotografia muito bem cuidada, o filme é baseado no livro de sucesso de Nicholas Sparks.
Confira o trailer

O novo Homem-Aranha

É realmente uma pena que Sam Raimi tenha ficado de fora da franquia Homem-Aranha. Em três filmes, ele fez o melhor que poderia ser feito com o mais popular personagem da Marvel. Mas o novo Homem-Aranha, pelas imagens do trailer abaixo, promete uma diversão de primeira. Confira:

Dicas de quadrinhos, com Fabrício Grellet

Cláudio Leyria
Eu e o colunista Fabrício Grellet conversamos sobre quadrinhos que retratam o universo dos teens, no caso, Scott Pilgrim e Turma da Mônica Jovem. Confira aqui as dicas de Grellet para uma boa leitura.

O Hobbit

Se você ainda não viu, curta agora o trailer de “O Hobbit – Uma Jornada Inesperada”, aventura de J.R.R. Tolkien que se passa antes de “O Senhor dos Anéis”,  que chega aos cinemas em dezembro. O filme está inaugurando um novo sistema de captação de imagem, de 48 fotogramas por segundo. Vixe!

 

O Hulk rouba o filme

Cláudio Leyria
Desde 1999, quando a primeira aventura dos X-Men chegou aos cinemas, os filmes de super-heróis Marvel nos oferecem tudo que é bom em um filme de ação: roteiro, efeitos especiais, elenco, suporte técnico, tudo de excelente qualidade. Mas “Os Vingadores” certamente conquistou o prêmio de melhor filme Marvel.

O diretor Joss Whedon cuidou de um projeto onde nenhum tijolo poderia estar fora do lugar. E ele conseguiu manter tudo “dentro do prumo”, mas sem ser burocrático (burocracia esta que arde um pouco em “Batman – O Cavaleiro das Trevas”, por exemplo).

O roteiro bem tricotado é rico em detalhes que tornam “Os Vingadores” uma tese bem defendida do mito do herói. Nenhuma linha de diálogo é colocada só para preencher fendas vazias. Tudo tem seu peso de importância (como em um bom filme de M. Night Shyamalan).
Além disso, o filme é muito bom nas motivações. A humanidade dos heróis (uma característica Marvel) não deixa que eles simplesmente se reúnam e se entendam entre si. Mas os motivos que os convencem da importância de se unirem são bem trabalhados.

Os efeitos especiais aparecem a serviço da história. E o filme tem o Hulk! O Gigante Verde rouba todas as cenas e se encarrega das ações politicamente incorretas que a nossa consciência de civilidade não nos deixaria de executá-las. Assim, vibramos quando aparece alguém sem “amarras diplomáticas” para descer porrada.

Mas o filme tem algo que vai muito além de uma aventura bem feita. “Os Vingadores” é como uma grande máquina tecnológica em que cada peça, cada acessório os fãs viram ser forjadas, tanto nos gibis há 40, 30 anos, como nos filmes recentes dos personagens. O leigo vê um filme bem feito, mas o fã dedicado vê uma máquina complexa funcionando perfeitamente bem, sem nenhum desnível em cada engrenagem. Isso não se vê todos os dias. Mas podemos rever muitas vezes.

Leia abaixo mais informações e impressões sobre “Os Vingadores”

Finalmente, Os Vingadores

Cláudio Leyria

O filme “Os Vingadores”, que estreia na noite desta quinta-feira em caráter de avant-premiere e explode sexta-feira nos cinemas de todo o Brasil (uma semana antes dos Estados Unidos), cumpre uma promessa feita há cinco anos, quando se preparava o primeiro filme do Homem de Ferro, lançado em 2008.

A produção é a versão para tela grande de um gibi lançado em 1963 por Stan Lee e o desenhista Jack Kirby. O título Os Vingadores une heróis Marvel que já existiam em seus respectivos gibis, para fazer frente à Liga da Justiça, da rival DC. 

Para se chegar a este novo filme, uma produção anabolizada de US$ 220 milhões repleto de ícones da Marvel, foi preciso fazer dois filmes do Homem de Ferro, um Hulk, um Thor e um Capitão América. Quem ficou com seus sentidos mais aguçados viu nestas produções informações que entrelaçavam os personagens, principalmente os diálogos sobre a “Iniciativa Vingadores”. No fim de Homem de Ferro 2, aparece até o martelo de Thor!

O diretor da Shield (Superintendência Humanitária para Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão), Nick Fury (Samuel L. Jackson) coordena um projeto de defesa que reúne super-heróis para combater  males que as forças armadas não têm condições de vencer.

E é necessário que este projeto se consolide o mais rápido possível porque já apareceu uma ameaça que pode destruir o planeta. No caso, é um plano diabólico de Loki (Tom Hiddleston), meio-irmão invejoso de Thor. Loki navega entre dimensões e traz para a Terra um exército de seres que mais parecem demônios invencíveis.

Assim, temos esta equipe de personagens que nem tiveram tempo de se conhecer direito (parecendo até uma experiência tipo o programa Big Brother). Antes de se firmarem como uma equipe, há muito quebra-pau entre eles –uma guerra de egos. Além disso, é imperiosamente necessário que o Hulk se junte a eles. Aí as coisas se complicam, mas Fury vai garantir que isso aconteça e de maneira satisfatória.

“Eu tenho um Exército”, se vangloria Loki. “Nós temos o Hulk!”, rebate Tony Stark (Robert Downey Jr.), o Homem de Ferro.

Se é difícil para o Capitão América (Chris Evans), supersoldado da Segunda Guerra que ficou congelado por 70 anos, se adaptar a um mundo moderno totalmente estranho para ele, mais difícil ainda é os heróis se comportarem a contento ao lado da sensual Viúva Negra (Scarlett Johansson).  

Não se trata apenas de um filme com ícones da cultura pop.  O elenco corresponde ao poder dos personagens, graças à direção de Joss Whedon, um homem que conhece a Marvel a fundo. Ele escreve gibis para a editora.

Em meio a explosões, transformações, megaveículos, combates no ar e nas ruas,  além dos atores já citados, há Chris Hemsworth no papel de Thor. O Hulk é concebido em computação gráfica, mas o dr. Bruce Banner, é agora vivido por Mark Ruffalo.

E tem ainda Jeremy Renner  (Gavião Arqueiro), Cobie Smulders (a agente Maria Hill), Stellan Skarsgard (o cientista Erik Selvig), Clark Gregg (o agente Coulson), e Gwyneth Paltrow (Peper Potts, namoradinha de Stark). E, sim, ele também está lá. Stan Lee dá o ar de sua graça. Ele disse que sua aparição é o melhor momento do filme. Eu acredito.

É muito esperado o confronto entre Hulk e Thor. E também entre Hulk e Loki. Muitas cenas já circularam na internet (de maneira oficial) e na TV. A Viúva Negra amarrada em uma cadeira e dando uma surra em um bando de brucutus exemplifica o pensamento de que estas amostras grátis já valem o ingresso.

Soma-se a tudo isso a disponibilidade de 3D e teremos uma experiência Marvel que nenhum gibi conseguiu trazer para nossas mentes.

 

Evolução: dos gibis para o cinema

Cláudio Leyria

 “Os Vingadores” é muito mais que um blockbuster de aventura. É um filme-marco de um projeto de evolução da Marvel, a editora que criou os personagens do filme. Projeto este que se iniciou há pelo menos 30 anos.

Já no início dos anos 80, empresários do ramos dos quadrinhos já observavam que as vendas de gibis começavam a apresentar um declínio. No caso da Marvel, a ansiedade para reverter a tendência fez com que os executivos remodelassem as vidas dos personagens, mas isso só piorou a situação. E a Marvel chegou a quase pedir falência.

Assim, Stan Lee, patrono da empresa, um visionário que entende muito bem seu público, sempre se preocupou em migrar para outras mídias. E conseguiu bons resultados na TV, com desenhos, e em outras parafernálias, como videogames, brinquedos e até internet.

Mas as adaptações com atores eram um problema, porque os produtores não entendiam a essência dos personagens de papel para mantê-la intacta na tela do cinema ou da TV, sem falar na falta de tecnologia de efeitos especiais. Assim, os anos 80 e 90 foram marcados por filmes sofríveis. Mas o velho Stan não desiste nunca.

Em uma fase nova, que podemos chamar “de ouro”, explodiu uma série de filmes Marvel que consolidou-se como um gênero. X-Men, Homem-Aranha, Hulk, Demolidor, Quarteto Fantástico, Motoqueiro Fantasma, O Justiceiro. Só filmes sensacionais, respeitando o que Stan Lee e outros criadores pensaram 40 anos antes.

Só que havia um probleminha: com direitos pulverizados por vários estúdios, era difícil fazer com que, por exemplo, o Homem-Aranha se encontrasse com o Quarteto Fantástico, como é comum nos gibis e que faz muito a alegria do leitor da Marvel.

Isso só se resolveu mesmo quando a Marvel inaugurou seu próprio estúdio. E vieram Homem de Ferro, Hulk, Capitão América e Thor, com citações de heróis entre si. Com “Os Vingadores”, eles se unem como nos gibis e abrem caminho para que outros personagens se misturem. O leitor/espectador da Marvel gosta de família unida.

“Os Vingadores” marca este momento e faz com que a Marvel no cinema mantenha a mesma filosofia dos gibis. É claro que Quarteto Fantástico,  Homem-Aranha e X-Men ainda estão presos com estúdios terceiros. Mas isso não vai durar pra sempre. E assim veremos um dia, como nos gibis, o Hulk quebrando a cara do Homem-Aranha ou afundando a fuça do Coisa.